O Atlético está dividido: de um lado, a sua torcida com o sentimento fragilizado de ser empurrada – ou de nem poder ir – para a Vila Capanema no jogo mais importante do ano, contra o místico Santos, pela Libertadores; do outro, o clube submetido à ambição extremista de Petraglia, impondo o seu fundamentalismo financeira que regra a vida do Furacão,  transformando a Baixada em uma arena de vôlei.

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Mas não pense Mário Celso Petraglia, que essa ambição se transporta para a arquibancada. Por mais que a vida de um clube esteja baseada no lado financeiro, não há laço que se crie com o torcedor sem a vitória de campo.

Por essa circunstância, a obrigação de vitória do Furacão no jogo da Vila passa dos limites naturais, que por tradição sugerem os fatores campo e torcida. Torna-se uma necessidade tão grande para o torcedor atleticano, que ganha as mesmas características do fundamentalismo financeiro imposto por Petraglia, só que produzida pela paixão. Se Petraglia quer ver dinheiro, por que a torcida não pode sempre querer e até exigir vitórias?

Nem em tese pode se fazer previsão desse jogo.

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A imagem atual que se projeta de Atlético e Santos é distorcida. São dois times iguais que se tornaram dependentes de seus goleiros: o Furacão, de Weverton; e o Santos, de Vanderlei. São dois times inseguros, sem uma ordem confiável, sem um grande jogador. Um jogo como esse provoca o uso do velho clichê: o detalhe.

Divisão

A repórter Adriana Brum, da Gazeta do Povo, trouxe o fato que sempre era guardado: o ganho ou o risco do Atlético com o evento do vôlei. Descontados 4 milhões de reais do custo das instalações, o Furacão vai ganhar 30% do benefício.

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Mas há um detalhe que entra na conta e ninguém vê: o evento reaproximou o Atlético da Rede Globo de Televisão. Se não tiver lucro de bilheteria, o Furacão terá lucro nas negociações dos direitos dos seus jogos.

Meia

O Coritiba deve anunciar hoje um meia atacante, ou um “nº 10”, como tratam no Couto Pereira.