Na Arena da Baixada, Atlético 1 x Santos 1.
Porque o Santos jogou com dez a partir dos 14 minutos do segundo tempo, o jogo foi ambientado com a expectativa de vitória pelos atleticanos.
É a situação enganosa que se cria em razão da superioridade numérica. Ela só prevalece se existe a prevalência individual, como ocorreu no Atletiba, quando Marcelinho Paraíba improvisou o lance da vitória. Mas quando os dois times são iguais e limitados, como Atlético e Santos, jogar com dez não significa necessariamente inferioridade. Principalmente se é bem distribuído, como naturalmente o é um time do “senador” Luxemburgo.
E Antonio Lopes fez o certo porque fez o que era possível. Mudou ao máximo para que o Atlético encontrasse espaços para aproveitar-se da superioridade numérica. Até os encontrou, mas daí para fazer gols com Rodrigo Tiuí, Alex Mineiro e Patrick, é preciso bater no infinito.
E não há motivo para se frustrar.
O Santos foi superior, jogou fora gols imperdíveis, e no gol de empate de Bruno Costa houve falta de Manoel no goleiro Felipe, erro compensado com um outro, que foi o pênalti em Patrick.
O empate foi justo e bom.
Ruim foi a impressão que ficou: a de que Antonio Lopes extraiu o que pode de um time jovem, que agora se não chegou, logo vai chegar ao seu limite.
É o momento de Renan jogar e de Marcelo ganhar as chances que Patrick vai jogando fora.
Manoel e Ronaldo foram os melhores do Furacão.
Paulo Henrique, do Santos, foi o melhor em campo. Craque.
Sequência
A vitória no Atletiba lavou a alma, mas ainda não tirou o Coritiba do aperto na classificação. Por isso, essa realidade exige no mínimo que não perca em Recife para o Sport.
Se jogar o que jogou contra o Atlético, corre o risco de derrota.
Marcelinho Paraíba não jogando, não só fragmenta o esquema tático, como subtrai toda a emoção que o time ganha quando precisa de um fato diferente em campo.