No Couto Pereira, Coritiba 4×1 Atlético Goianiense.
O futebol ganha-se nos detalhes, é a velha literatura de vestiário. Quando está sendo esquecida, aparece. A goleada do Coritiba sobre o time de Walter foi produzida por dois detalhes, de uma única natureza: as falhas do goleiro Kléver. No gol de Henrique Almeida, quando o jogo estava igual, a bola passou entre as suas pernas, naquele, que é o “frango” clássico; no de Berola, entre os seus braços, como se tivesse caçando “borboletas”, e no quarto, de Tomas, que já havia feito o terceiro, de falta, falhou em tudo.
Detalhes dessa natureza, em regra, provocam dúvidas nas virtudes de quem ganha, desvalorizando, às vezes, a vitória. Mas falhas de um, podem ser consequências das virtudes do outro. Nos chutes de Berola, Henrique Almeida e Tomas, havia a manifesta intenção de marcar.
Peço licença aos coxas para perguntar: o Coritiba jogou bem? A minha resposta é simples: jogou no limite, que esse time pode jogar. Reduzido, ainda mais, quando, no início, perdeu o excelente Anderson por lesão muscular.
Houve um pênalti a favor do Coritiba, compensado com o gol legítimo e anulado dos goianos.
O futebol se decide nos detalhes. Mas não se pode desvalorizar uma goleada de 4×1 por detalhes.
Agora, faço uma última pergunta aos coxas: se não fossem as falhas do goleiro Kléver, o Coritiba ganharia?
Desculpem, não precisam responder: o futebol não sobrevive a hipóteses.
Walter fez o gol do Atlético-GO. O mais bonito.
Expectativa
A decisão de que Paulo Autuori deixará o comando técnico do Atlético já está tomada há algum tempo, e atendendo a vontade do treinador. O último jogo de Autuori, independente de resultado, seria o de Santiago, amanhã, contra a Católica, pela Libertadores. Passando a ser o diretor de futebol, Pivetti seria o treinador, porque Autuori não abre mão da escolha para essa função.
Ocorre, que as ideias de Autuori já não são mais consenso. Ao mesmo tempo que Mário Celso Petraglia o absolve pela perda do Estadual para o Coritiba, “pois o treinador recebe ordens da Direção”, disse ele, está preocupado com o estilo morno e passivo de jogo do time. Não seria referência para criar o padrão correto para ser implementada a transição de categorias no CT do Caju. Se continuar como diretor, Autuori terá que mudar alguns dos seus conceitos.