A derrota como resultado em um Atletiba, seja onde for, é normal. São dois rivais históricos, que não podem intervir sobre o imponderável. O resultado, seja qual for, então, é absorvido pela grandiosidade da história.
Mas há Atletibas em que circunstâncias especiais subtraem a lógica como ordem de decisão, e remetem um dos times para a obrigação moral de vitória. Era o caso do Atlético, em especial, depois que perdendo de 2×0, empatou com sobra de time para ganhar; mais em especial, quando bem antes do final na Arena, terminou o jogo em Rolândia, em que o Malucelli fracassou no momento de dar passos de grande.
Mas se a obrigação técnica já é um fardo pesado para o time de Geninho, muito mais a obrigação moral. Resultado: o Coritiba que fora morto no campeonato para Arena, jogou nos erros do Atlético e ganhou de 4×2, um placar que afastar qualquer suspeita das virtudes de quem ganhou e dos defeitos de quem perdeu.
E nem se diga, que o estreante René Simões influenciou na vitória dos coxas. No entanto, é obrigação de qualquer analista concluir que Geninho teve influência direta no fracasso do Atlético. Sim, porque, esse ocorreu no primeiro tempo, quando o Coritiba jogou todas as bolas em cima deste Netinho, que fez o pênalti do segundo gol, e insistiu pelo meio, em cima do frágil Jairo. E não se preocupou com um ataque que tem Júlio César. Os três Netinho, Jairo e Júlio César são escalados pelo orgulho de Geninho e não por sua consciência de treinador, que está provado, é absolutamente duvidosa. Quando Márcio Azevedo entrou pela esquerda, e principalmente o menino Wallyson entrou no meio, o Atlético alcançou com facilidade o empate.
Não foi por coincidência, que o terceiro e o quarto gols foram muito mais produto da absoluta falta de consciência tática do time rubro-negro, que se abriu e foi à frente como seu time fosse capaz de fazer tudo ao natural. O empate já estava de bom tamanho, porque se não dava o título, protegia o orgulho próprio da maior torcida do Paraná. O Atlético vai ganhar do Cianorte, e será o campeão.
Se esse fato é o mais relevante para a torcida, não pode ser considerado o mais importante para a diretoria, que se ilude com vitórias de circunstâncias como foram todas neste campeonato, e por isso, não cobra de Geninho, e aceita tudo com normalidade. Está tudo mal, pois falta visão para corrigir os erros de um jogo anterior, e em especial para atacar aqueles que ocorrem durante o jogo, tudo a partir da falta de capacidade do treinador e dos seus movimentos protetores dentro do clube.
O Atlético vai ganhar o título, não há duvida. Mas Geninho não merecia a faixa depois desta humilhação na Arena.
De primeira: Estou escrevendo a última linha, quando recebo um torpedo de Istambul. Diz aí Alex: “ Te avisei meu ídolo, mas mesmo assim vocês serão campeões. Saudações alviverdes!”