O leitor é minha testemunha. Escrevi um dia desses que Alex, por mais grandioso que seja, é um mortal. E que, por isso, em um dado momento as suas virtudes já não seriam o bastante para compensar a fragilidade do seu Coritiba. Fragilidade sob qualquer aspecto que for encarado: a falta de capacidade individual é escancarada, ainda mais pela falta de organização tática.

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Se essa proposta de análise era abstrata como é a opinião, em tese, agora dá para imprimi-la como concreta. Alex fez um dos seus melhores jogos no segundo tempo. Desarmou como volante, armou como meia e marcou dois gols como centroavante. Tudo isso que Alex fez acabou sendo irrelevante, em razão das limitações do seu time, que começam na falta de organização tática. Resultado: Paraná 3 x 2 Coritiba.

Mas o Coritiba não perdeu só pelas deficiências naturais do seu time. Foram por elas, mas também pelas virtudes tricolores. Essas baseadas no projeto tático de Toninho Cecílio. Coisa simples: sabendo que Chico e Pereira são lentos, escalou dois meninos – Júlio Cesar e Carlinhos pelos lados. Não precisou mais do que dois minutos para o Paraná marcar com Reinaldo, e trinta e cinco para fazer o segundo com J.J. Morales. Com autoridade, o Paraná absorveu o empate com os gols de Alex e foi, por isso, que o gol da vitória não surpreendeu. Vitória irrepreensível.

Certa vez, um camionheiro de Araucária, de nome Rogério, mandou-me um recado que tinha um filho que se chamava Júlio César, jogava no Paraná, e que um dia eu teria que escrever sobre ele. Júlio César, 18 anos, foi o melhor do jogo. Humilhou Chico no lance do gol de Reinaldo e abriu a defesa Coxa com um jogo, no tempo inicial, que os espanhóis chamariam de formoso.

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