Forças (não) ocultas

Em menos de seis meses os coxas parecem ter passado da euforia ao desengano. De inicio, uniram vários segmentos para derrotar Vilson Ribeiro de Andrade. Depois fatiaram os cargos para colocar e recolocar vários interesses. Por isso, Gilberto Griebler e André Macias entraram no G-5 e Pier Paolo Petruzziello ganhou a presidência do Conselho Deliberativo. Em condições normais, nenhum desses teria condições de exercer a função para a qual foram eleitos. E agora com derrotas e sem dinheiro, se agridem entre si.

Dizer que os coxas estão em crise é dizer pouco ou talvez nada. Tenho condições de afirmar que o Coritiba só não está imobilizado em razão da força de sua torcida, e do prestígio pessoal do seu presidente Rogério Bacellar, que consegue dar o mínimo de serenidade interna para que não chegue a colapso.

Os fatos são públicos. Há apenas 5 meses depois de eleito, o jovem Ricardo Guerra, que foi apresentado como a referência dos novos tempos renunciou, com a denúncia de que as coisa estavam tomando um rumo perigoso.
Agora, um grupo do Conselho comandado por Pier Paolo Pietruzziello foi pedir ao presidente Bacellar que dê limites aos poderes de Ernesto Pedroso no futebol. Limitar poderes é a o artificio político de acabar com os poderes. Dito de outra forma: as “forças ocultas” que derrubaram Ricardo Guerra querem derrubar Pedroso. Como Guerra, Pedroso respeita a situação financeira do clube, o que o impede de ir aleatoriamente ao mercado de contratações. 

Viagem

Ocorre que essa política não interessa aos outros que direta ou indiretamente tem cargo de comando. A viagem a Turquia é simbólica: o clube só tinha dois mil dólares em caixa que sobraram da conquista do time junior em Dallas. No entanto pediu a moeda, viajou e levou com ele o empresário Gianfranco Petruzziello, sob o pretexto de que esse seria o agente que ofereceria Luccas Claro no mercado da Turquia. E no futebol quem oferece alguma coisa, ganha. Construiu-se uma igrejinha, que torna imortal o supervisor Mazzucco, e da qual o novo coroinha é o jornalista Adriano Ratmann.

Foi assim que Ricardo Guerra caiu. É assim que querem fazer com Pedroso. Daí não custará nada para chegar a Bacellar.

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