Lima, aos 43 minutos. Se era impossível, já aconteceu. Então não prendam a imaginação. Estimulem-na com sonhos e ilusões: Lima, aos 45 minutos do segundo tempo faz o Atlético campeão.

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O Atlético com a sua mística de criar ídolos e mitos por um dia, cria a força psicológica que precisava para o Atletiba: aos trancos, sob vaias e ofensas, ganhou do América de Cali, e com gol do Lima.

Ganhar assim, com um gol já inesperado marcado no final por alguém indesejável, é um fato que repercute na emoção de um time. É quando se improvisa a esperança para devolver o orgulho, no caso, já aos farrapos.

Esta vitória do Atlético repercute direto na análise do Atletiba, embora sejam dois jogos de natureza diferente em razão da rivalidade.

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Basta cogitar da repercussão que teria uma derrota. O peso para a final aumentaria, e a responsabilidade quando é desproporcional à qualidade, torna irreversível o fracasso. Ao contrário, a carga da decisão voltou a ser natural, embora exista a obrigação de reverter um estado derrota.

Mas a força psicológica, por maior que seja, não é o bastante para o Atlético ganhar o título. É preciso muito mais, principalmente, fazer o que não está conseguindo há muito tempo, inclusive contra o América: diminuir os erros de passe, agrupar o time e não isolar os atacantes.

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Não pense que a força psicológica e um bom jogo, serão ainda suficientes para o Atlético. O Coritiba estará de outro lado, e tem poder, não obstante o seu time cheio de deficiências. Só que está ganhando de um a zero, o que em Atletiba final, independente do lugar, é fato que permite criar as regras do jogo.

A solução para o título depende muito mais do Atlético. É que não se sabe qual é o seu limite, enquanto sabe-se qual é o do Coritiba. Por ter consciência dele, chegou à final com o direito de empatar.