Final de semana

Lucho González fez falta no jogo contra a o Fortaleza. Foto: Albari Rosa

Em Goiânia, o Coritiba joga contra o Atlético-GO.

Presumo que o coxa-branca de bom senso deve estar otimista, mas não iludido. Da vitória sobre a Ponte Preta, têm que ser considerados os três pontos ganhos, e não o jogo em si. É que foi um jogo atípico, ambientado pela emoção das homenagens a Krüger, e com trinta e uma mil pessoas que, subsidiadas, lotaram o Couto.

Em um jogo normal na Segundona, o público é limitado, intransigente com os erros e só se emociona com vitórias. Entendo que, embora já tenha ganho da Ponte e somado três pontos, é nesse jogo em Goiânia que, na prática o Coritiba irá estrear.

Mas, como no futebol nada ocorre por acaso, é possível que o bom primeiro tempo contra a Ponte tenha sido produto de uma evolução real. Nesse jogo de Goiânia, há um fato que pode aumentar o otimismo coxa. O Atlético-GO não sugere ser um time de bons atributos. Penso, assim, porque os seus melhores jogadores são os laterais Reginaldo e Nicolas, que eram do Furacão.

Ainda, para nós, interessa o jogo do Paraná. Na Vila, contra o CRB.

Pela lei da selva que é uma Segundona, tudo pode acontecer.

Uma vitória do Tricolor é a melhor previsão.

Importância

Perdendo para o fraco time do Fortaleza, o Athletico arrumou uma encrenca. Entre o jogo em Chapecó e o da Baixada, contra o Bahia, terá o jogo, em Buenos Aires, contra o Boca, pela Libertadores. Por seus critérios científicos, terá que fazer uma mistura de titulares e reservas, o que naturalmente deforma taticamente o time. Derrota, em qualquer situação, gera um desconforto.

Isso quer dizer que o jogo de Chapecó passou a ser importante. Se não o é no aspecto de competição, por ser início do Brasileirão, o é pelo que pode significar uma nova derrota fora da Baixada. De repente, uma nova derrota fora, pode criar, se ainda não criou, um trauma.

No entanto, nada será resolvido definitivamente enquanto o time não tiver opções saudáveis para o gol, para o meio de Camacho, para as pernas curtas de Tomás Andrade, de Lucho González que não pode jogar em sequência, e para o ataque de Rony e Marcelo. Aliás, a insistência com Marcelo Cirino já começa a comprometer até a isenção de Tiago Nunes.

O próprio Athletico, com o fracasso de Fortaleza, criou uma importância que não deveria pressioná-lo em Chapecó.

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