Fim de feira

Os coxas exaltam o ponto ganho em Recife. Não importa que tenha sido sofrido e contra o Sport, time a caminho da segunda divisão.

Mas antes, os atleticanos já se consolavam com o ponto ganho na Arena da Baixada. Irrelevante ter sido contra o mais fraco Santos dos últimos tempos, e que jogou apenas com dez quase um tempo.

Hoje, o Atlético joga em Florianópolis, e pontinho que ganhe contra o Avaí, já será um achado. E amanhã, no Couto Pereira, o Coritiba deve ganhar de um Vitória desfigurado, e então comemorar a fuga definitiva do rebaixamento.

Em 2008 não tinha sido diferente.

E enquanto isso, o Paraná comemora o fato de não ter sido rebaixado para a terceira divisão. A segunda se tornou o seu limite. O futebol de Curitiba, que há anos se arrasta entre os últimos, só fica onde está porque é impossível bater a mediocridade do futebol carioca.

Não há diferença no fracasso. Um ponto a mais ou um ponto a menos não vai estabelecer a diferença entre Atlético e Coritiba. Aliás, exaltar quem fica à frente do outro, quando a referência é o plano inferior, mostra o quanto o futebol paranaense continua pequeno.

O Atlético pelo menos foi menos tolerante com os erros. Obrigou-se a recomeçar a sua vida, sem a gastança irresponsável que se praticou desde maio de 2002. Isso implicou no risco integral de cair, pois se obrigou a usar um time cuja média de idade mal bate nos 20 anos. Se não fosse a lucidez de trazer Paulo Baier e recorrer à capacidade de comando de Antonio Lopes, tinha sido rebaixado. Isso significa que a sua diretoria tem competência, e sem a pressão de caixa, pode encaminhar o Atlético para a recuperação em 2010.

Ao contrário, o Coritiba foi maltratado pela péssima administração. Gastou a rodo, perdeu jogadores por falta de capacidade de diálogo, e criou um factoide com o anúncio do um novo estádio. Um seu dirigente me disse que o clube não sabe como vai terminar o ano.

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