Oito meses depois de empossado, até parece que Mário Celso Petraglia finalmente assumiu a presidência do Atlético. Nenhum ato que havia praticado até agora trouxe benefícios ao Atlético, como trará o distrato com os uruguaios que devolveu Morro Garcia. E não serão benefícios limitados ao dinheiro, que o Atlético deixara de pagar e o que vai reembolsar. Haverá mediatamente benefícios para o clube como instituição, porque afasta-se a referência que era usado como referência para guerra pessoal. A marca negativa da administração de Marcos Malucelli, já escrevi, não foi o rebaixamento para a segunda divisão. Nesse campeonato em que o dinheiro da TV provocou desigualdades, torna-se imenso o risco de rebaixamento. Tomem por exemplo, Vilson Ribeiro de Andrade, que recuperou o Coritiba, e agora corre o risco de presidi-lo em uma segunda divisão. O próprio Mário Celso Petraglia corre o risco de fazer o discurso de inauguração da Baixada, antes de um jogo de segunda divisão.
A marca foi a imprudência de contratar um jogador, que pelos mais diversos títulos de remuneração, exigiria um gasto de 16 milhões de reais de um clube que pensa que é rico. Imprudência, que usada politicamente dentro do clube, ainda repercute em pessoas que foram contra o negócio, algumas, por causa dele, renunciando.
Quando uma referência negativa é afastada, as lembranças vão ficando remotas. Se as pessoas tiverem o mínimo espírito de transigência, começam a desarmar as questões pessoais.
Pode ser que de repente Morro Garcia apareça fazendo gols por um time da Europa, seja convocado para a Seleção Uruguaia, que o Uruguai jogue a Copa do Mundo na Baixada, e acabe custando 50 milhões de euros.
Nada que acontecer no futuro vai desmontar a importância do distrato que devolveu Morro aos uruguaios. O Atlético como instituição não podia mais conviver com o problema.
O presente é mais importante que o futuro, porque é o que vivemos.