Londrina 0 x 1 Coritiba. Coritiba vencedor do turno. Um jogo de futebol, por carregar uma natureza mista, de individualidade (jogador) e organização (variações táticas) imprime lance isolado como motivador do resultado, uma exceção.

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O jogo, em regra, é formado por jogadas interligadas, que mesmo interrompidas por fatos a ele inerentes (faltas) não perdem o tipo sequencial, tornando uma consequência da outra. Dito de outra forma: um jogo não é estruturado em fragmentos, mas em um conjunto do qual se origina a solução.

Há tempo não tínhamos prova tão clara tão ostensiva e, infelizmente, tão real dessa interdependência de jogadas, como ocorreu ontem em Londrina.

Peço ao leitor que me ajude na lembrança do lance: o zagueiro Pereira, perdido em jogada na sua área, fez um movimento com o braço, que o tirou de junto ao corpo, impedindo a passagem da bola. A jogada teve sequência com o contra-ataque do Coritiba, colhendo o Londrina adiantado e a bola chegando a Alex, tornando-se mortal.

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Unam-se esses lances em uma sequência e restará apenas uma conclusão: o gol de Alex, que decidiu a partida, foi consequência do erro da arbitragem em não marcar o pênalti de Pereira. A análise de um jogo, cujo resultado é produzido por erro da arbitragem, não pode ser remetida às questões técnicas e táticas.

Em um jogo de baixa qualidade técnica, o melhor é sempre quem sabe jogar, mesmo que tenha jogado pouco. E só havia um: Alex, que lembrando um ponta de lança da antiga apareceu driblando, entrou na área e venceu o bom goleiro Danilo com um toque de classe.

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Pena que o gol teve vício na origem.