Festival de besteiras

Atlético 1 x 3 Fluminense. Sair triste depois de uma derrota no futebol pode até ser um conforto. É quando a tristeza decorre de um fato, que possa ser previsto, se faz tudo para evitá-lo.

Saí da Baixada envergonhado e revoltado. Como na vida, no futebol a revolta vem depois do sentimento da vergonha. As outras derrotas foram derrotas como resultado do jogo. Mas essa para o Fluminense foi a representação viva e o resumo mais sincero da consequência que traz ao povo o exercício de um comando soberbo que estrategicamente quis se proteger pela pirotecnia do marketing pelas realizações materiais.

No campo, foi vergonhoso ver Alberto, em poucos minutos de jogo, sair sentindo a mesma contusão que havia afastado há um mês. Foi humilhante ver Kelly não suportar uma simples disputa de bola e imediatamente pedir para sair. Foi constrangedor ver Gustavo ser obrigado a jogar despedaçado, o segundo tempo, sem a mínima condição física.

E tão grave quanto a vergonha, a humilhação e o constrangimento pela precariedade física, foi a mediocridade pela falta de condições técnicas de Pimba, Geilson, Netinho e Márcio Azevedo, e as reações mercenárias de Rafael Moura e Joãozinho, que constituem o monstro criado pela soberba. O pênalti que Rafael cometeu precisa ser melhor investigado.

Mas se tudo se encerrasse no campo, ainda haveria um consolo. Mas fora dele está pior. Marcos Malucelli e Geninho que estão e ficarão isentos de qualquer culpa e responsabilidade, ainda se deparam com problemas criados por outros dirigentes. O presidente Fleury encenando uma nova versão do seu tradicional festival de besteiras, afirmara que a segunda divisão não é o fim do mundo. Até teria razão se não fosse ele o autor da frase, pois não sabe o que é buscar dinheiro no mercado, dar aval e ter a responsabilidade de pagar uma conta que ele próprio ajudou a contrair.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google