Marcos,faz hoje 40 anos de vida. Chegar aos 40 anos tem o significado da razão, como ensina Santo Agostinho. Interpretando esse ensinamento, Benjamin Franklin fez uma saudação aos jovens: “aos 20 anos, a vontade é soberana; aos 30, o espírito; aos 40, a razão”.
Como se fosse um devedor dos fracassos do Paraná, Marcos não quer comemorar. O nosso orgulho próprio, às vezes, não permite resignação e transigência com os fatos. Marcos deve comemorar, pois na história é credor do Paraná pelo amor que dedica à causa do clube.
Em Marcos se encontram 40 anos de uma espécie humana exemplar: sob o aspecto profissional, a prova de que através do trabalho sério as qualidades desafiam a natureza, alongando-se no tempo; e sob o crivo pessoal, a prova de que o profissional nada mais do que a projeção das virtudes da pessoa. E Marcos, como homem, é um virtuoso.
Não conheço pessoalmente Marcos.
Se o conhecesse, por admirá-lo tanto, lhe telefonaria para dizer: parabéns, Marcão, goleirão, quarentão!
Custo benefício
Aos poucos, Walter vai se tornando uma grande encrenca para o Atlético. Comprometendo-se a pagar valores que não são reais para o futebol paranaense, o Furacão – em respeito à sua torcida – manteve o ídolo. E em respeito à Walter, que era mais notório pelo excesso de peso do que por seu talento, disciplinou-o dentro de um projeto físico, técnico e pessoal. O Atlético gastou um dinheiro que não tinha líquido, para cuidar do homem e do craque.
Mas Walter não está retribuindo. A cada jogo, seu custo beneficio está causando um desequilibrio que só traz prejuízo ao Atlético. Um gol ou outro sem importância, à exceção do Atletiba na final. Um ou outro lançamento, mas que de tão raros, pouco se lembra, e só. Concordo que para essa sua fase concorrem as idéias do treinador Paulo Autuori, que às vezes o reduz como jogador de lado, como em Campinas, ou de armação, como contra o Santos. Mas Walter está resignado com tudo, parecendo meio acomodado, deixando essa vida levá-lo. O comodismo é pior do que 100 quilos.