Se me perguntassem o que cada atleticano deveria fazer amanhã, para o jogo contra o Náutico, em Recife, diria: rezar 2 vezes a Ave Maria e colocar a bandeira rubro-negra na janela, antes das 5 da tarde. Uma Ave Maria para o Atlético, e a outra para os coxas, que jogam contra o Vasco, no Couto Pereira.

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Pode crer o atleticano, que rezar por uma vitória do Coritiba, não se trata de um castigo, mas de uma espécie de penitência. Embora dura e pesada, não passa de uma penitência. Existem pecados, que só são perdoados pelo espírito completo de entrega e resignação. E os pecados do Atlético em 2008, convenhamos, não foram poucos.

A bandeira na janela cria uma aura positiva, que se transforma em uma corrente de solidariedade, que se estende até o infinito. Recife acaba chegando até a Baixada.

Se me perguntassem o que o Atlético deve fazer amanhã, contra o Náutico, diria: como Geninho imagina e fará. Técnico como ele, em um momento como esse, não erra. Talvez, jogar no ataque seja o projeto, porque não significa, necessariamente, jogar aberto. O risco da cautela e da espera, em desprezo ao ataque, num campo pequeno como o dos Aflitos, aumenta a pressão do ambiente e do jogo.

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A presença de Galatto no gol do Atlético, deve ser o fator de desequilíbrio emocional. Não haverá torcedor nos Aflitos, que irá dissociar Galatto da decisão com o Grêmio, que ele ganhou. Nem o insuperável Rogério Ceni seria tão importante.

Interesse

Qual poderia ser o interesse do Coritiba neste jogo contra o Vasco? Ganhar, para provar a sua condição intocável como instituição centenária, não é.
E nem deveria, porque ninguém alcança 100 anos fazendo estripulia.

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Ganhar, para resolver alguma pendência de classificação para a Sul-Americana, também, não é. Os números lhe são favoráveis, e ainda tem o jogo contra um Sport, que praticamente entrou em férias.

Jogar para Keirrison, eis a questão. O Coritiba nunca teve um artilheiro do Brasileiro. O Atlético já teve 2: Kléber Pereira (2001) e Washington (2004).

É um motivo, talvez, pouco relevante. O jogo da vida pessoal de Keirrison pode se transformar no jogo de despedida, em que o Coritiba poderá não ter um único benefício. Bem analisado, é um jogo em que os jogadores coxas irão representar, mais a si próprios como profissionais, do que a própria instituição.