Escrevi certa vez, que o presidente do Coritiba Vilson Ribeiro de Andrade deveria ser adotado como referência do dirigente idealista e moderno. Joguei e perdi. Agora, estou recebendo mensagens, inclusive de coxas, me mandando essa fatura. O simples envio já me ironiza e me provoca, como se eu fosse devedor. Já cometi erros, atestei-os com reconhecimento público, mas não me arrependo de nada, é um dos meus princípios de vida. Apenas tento não repeti-los.
Estava me esforçando para não me convencer de que Vilson é um cartola como todos os outros. Mas Vilson corre o risco de ir além desse estágio, e ser pior. Os seus princípios devem estar discordando de sua ação de comandar e defender as propostas do velho regime decadente e corrupto, que colocou o futebol brasileiro em estado de coma. Contrariar o regime sadio de pagamento das obrigações com atletas e funcionários, a proposta de um calendário que valorize os clubes, não é posição séria. É coisa de espertalhões.
Com a emoção destemperada, talvez por dor de consciência pelo estrago que fez no Coritiba, não sabe lidar com critica, ou com uma pergunta inteligente, como na histórica entrevista em que o repórter Roberson Jannuzzi, da Tribuna 98, botou o rei nu. Para quem jogadores foram “vagabundos”, em certo momento e a imprensa de Curitiba “é uma piada”, deve haver conforto em conviver com as atuais companhias.
Ao se apresentar como marco divisório da história do futebol paranaense, agora, digo eu, foi cara de pau. Vilson não é a pessoa indicada para tratar do passado, que teve Evangelino e do presente, que tem Petraglia. Antes de se apresentar como uma referência precisa resolver o seu histórico como presidente, pois em dezembro quando sair, o Coritiba estará devendo 180 milhões e com receitas antecipadas, isso se não estiver na segunda divisão.