1.º) O caso Thiago Neves tem tudo para ir mais longe. O acordo com o empresário Léo Rabelo não está sendo absorvido por conselheiros que têm formação jurídica. É que do valor de 10 milhões de reais que foi confessado como dívida, a parte substancial é referente a multa processual. Segundo a posição desses conselheiros, a jurisprudência pacificada do Superior Tribunal de Justiça é no sentido dessa multa poder ser excluída, mesmo depois do trânsito em julgado da decisão condenatória, o que é verdade. E esse fato alcança a responsabilidade da atual diretoria.
Há outro fato que provoca os conselheiros. Em uma entrevista recente, um representante legal do clube afirmou que o dinheiro originário do leilão da sede do Tarumã será para pagar Léo Rabelo e dívidas tributárias já vencidas. E que as que estão vencendo não poderão serão pagas. O presidente do Paraná também se encantou com Rabello. O professor Miranda começou assim.
2.º) A diretoria do Paraná está correndo em busca de um interessado que participe do leilão da sede do Tarumã com “preço fechado” na segunda praça, quando é possível arrematar por até 60% do valor da avaliação. Já ofereceu para o novo proprietário da área do Tarumã e para empresários do ramo de shopping. O grupo Tacla pode participar do leilão.
3.º) O treinador Toninho Cecílio já não é mais unanimidade no Tricolor. Pelas redes sociais, boa parte da torcida atribui-lhe a culpa pelo empate a dois gols com o Arapongas. E que o seu temperamento desestabiliza os jogadores. Não concordo: o temperamento de Cecílio é que ajuda o Paraná a compensar deficiências individuais. E faz os jogadores se superarem.