Não faltam combinações matemáticas para salvar o Coritiba do rebaixamento. São tantas, que uma delas tira a própria lógica dos números: é a que considera até a hipótese de derrota. A derrota nunca salvou ninguém.

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Se não houver uma disciplina na emoção dos jogadores de que a salvação coxa só depende deles, então haverá rebaixamento. Ganhar da Chapecoense é o que resta para o Coritiba. O resto é casuísmo, que no futebol, às vezes, torna-se impossível em razão dos mais diversos interesses. A verdade é que alguns fatos coincidem com o jogo de Chapecó.

O aniversário do desastre está sendo ambientado em uma outra perspectiva, que vai além da lembrança da perda. A data coincide com a possibilidade da Chapecoense classificar-se para a Libertadores da América.

Não é pouca coisa, sublinhe-se. A classificação para o torneio mais importante do continente, mais do que a conquista de um estágio técnico, será a própria ressuscitação do clube. Esse componente vai influir. O Coritiba tem que, também, enfrentá-lo. História tem. Resta saber se tem emoção e futebol.

Decisão tardia

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Em 22 anos, Mário Celso Petraglia já fez de tudo no Atlético. E continua. Desprezando fato notório, de que foi concedida antecipação de tutela pela Juíza da 23ª Vara Civel, obrigando o clube a realizar a Assembleia de sócios no próximo dia 9, decidiu negar o pedido.

Mal assessorado juridicamente, decidiu um pedido que no âmbito interno do clube já havia perdido objeto com a ação e a decisão judicial, que o precederam.

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Entendo que o aspecto jurídico, à essa altura, já é irrelevante. O único aspecto importante a ser analisado é a resistência de Petraglia em enfrentar os sócios. Amanhã eu trato desta natureza do conflito.

Só faço uma pergunta: Petraglia, agora, tem “fé pública” para reconhecer a validade de uma assinatura? Se tiver, não falta mais nada.