Um fato: há um ano, o Atlético pagou pelos atacantes Guerron e Nieto, o valor de 4 milhões de reais.
Outro fato: há dois meses, o Atlético pagou 7 milhões de reais pelo atacante uruguaio Morro Garcia.
São fatos passados, mas que se atualizam diariamente. É que o treinador Renato Gaúcho, sob o pretexto de não ter atacantes, improvisa os meias Madson e Edigar. E quando o desespero bate, recorre a Fransérgio, um volante às vezes razoável, para jogar de centroavante.
É uma situação que humilha, porque imprime a identidade de time amador. Não aquele amadorismo do ideal, mas do improviso forçado em situações financeiras precárias. Estado, que presumia ter o Atlético já superado.
É uma situação que escancara a irresponsabilidade de comando. Não é razoável supor a prática de atos diligentes, quando se gasta 11 milhões de reais (sem contar o ônus do contrato de trabalho), para se ver um volante reserva como opção do treinador.
O que é feito de Guerron e de Morro Garcia?
Passei, diariamente durante 20 anos em campo de futebol, e sei como as coisas funcionam quando se justifica a ausência por contusão. E o comando médico do Atlético já há tempo está comprometido com essas autorizações médicas para contratar estranhos.
Se não estão contundidos, Renato Gaúcho é que os afastou por questões técnicas, o que em tese, poderia até ter razão. Mas à medida que não tem ninguém, as suas posições pessoais trazem prejuízos ao clube.
O que me surpreende (ou não me surpreende) são os dirigentes aceitarem a situação do improviso, que humilha o torcedor e lhes dá o recibo de irresponsáveis.