Eu escrevi umas cem vezes, que entre tantos erros praticados pelo comando do futebol do Atlético, o mais grave era o do técnico. E que a vaidade do exercício do poder, que às vezes é produzido pela ignorância, estimulou o erro, que empurrou Sérgio Soares e Geninho para o comando do Furacão, obrigando-o a começar tudo em abril, o que era para começar em janeiro.

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Na Arena da Baixada, o Atlético goleou o Bahia -5 x 0 – seguindo na Copa do Brasil. A goleada foi consequência, corolário do único jogo decente taticamente que o clube fez neste ano. Sem qualquer exagero, o jogo que fez no primeiro tempo foi irrepreensível, o que é pouco comum no futebol atual.

Quem não viu a partida, perguntará: mas por que de repente ocorreu fato tão inesperado? Não ocorreu nenhum fato extraordinário. Apenas um fato: à partir de conceitos táticos, alguns até acadêmicos como o de atacar, distribuir os jogadores corretamente em campo e indicar funções, o Atlético ganhou o pressuposto indispensável para a existência de um time, que é o equilíbrio entre defender, marcar, armar e atacar. Em resumo, agora, o Atlético tem um técnico: Adilson Batista. Dirão que dos cinco gols, quatro foram de bola parada. Só que desta vez o gol de bola parada não foi eventual, não foi uma alienação da sorte ou circunstância do desespero. Foi simples resultado do volume de jogo.

Uma vitória cheia de vida. A maior torcida do Paraná foi para casa feliz e sonhando com uma vitória no Atletiba. Fatos são melhores que sonhos, disse Churchill. O Atlético precisa de um fato para dar outro rumo à sua vida neste ano. Talvez esteja próximo. Paulo Baier foi o melhor.

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