Fato

Geninho é um grande profissional. Está provado. Mas isso o impede de ser corporativista, não para buscar benefícios de um sistema, mas para atender, às vezes inconscientemente, o lado paternal que todos nós temos.

Só que no futebol esse sentimento tem que ser bem dosado, porque se não o for, acontece o que acontece com todos nós: tornamo-nos reféns do nosso amor pelos filhos.

Geninho não pode mais se deixar levar por essa conduta sentimental, que dá a impressão de não querer trazer um choque para quem o ajudou a salvar o Atlético da 2.ª divisão. Não pode por dois motivos. Não existe nenhuma obrigação subjetiva do clube com esses jogadores, pois a sua maioria foi quem criou aquele estado de temor. Se exauriram-se para alcançar, não fizeram mais do que a obrigação. E isso nunca sai barato. O outro fato, e entendo ser mais importante, é que Geninho, como treinador, não pode se atrelar ao que passou.

Presumo que mais do que ninguém, por ser treinador, sabe quem deve ser titular ou não deve. Presumo que sendo um grande profissional, Geninho já tenha concluído o laboratório e finalizadas as experiências. Se existem carências, tem que falar para a diretoria, porque o que não pode é buscar soluções com as experiências de Júlio César, Preá e até o próprio Lima, que engana bem a torcida.

Da forma como o meio- campo e o ataque estão jogando, o paraguaio Julio dos Santos escolhe camisa. Não sei se isso é bom ou não é. Só sei que é um fato. Hoje, o Atlético joga contra o Nacional, na Baixada.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google