O Atlético, que já havia perdido para o Benfica de Luanda (2×0), agora perdeu para o Guangzhou Evergrande, da China (2×1), em Marbella. O futebol angolano face ao brasileiro, é pobre e primário, e o chinês, embora rico é principiante. Isso quer dizer: Mário Celso Petraglia, como se fosse senhor por papel passado, atirou o Furacão com um time medíocre a uma aventura na Espanha, como se a honra do clube e o sentimento da torcida fossem desprezíveis.

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O que mais assusta já não é mais os atos de Petraglia que corroem o futebol do Atlético. No plano individual, nós devemos por obrigação estar abertos à opinião dos outros, não ser submissos, mas como referência de contraponto às nossas. Isso já foi incorporado a vida do clube, em razão, porque não quer ouvir, Petraglia tem uma enorme relutância em conviver com opiniões contrárias, não dá a nenhum outro o direito de exercer o diálogo.

O que assusta é a submissão da torcida do Atlético. Ela, que sempre exerceu influência para o benefício do clube, agora se aquieta, aceitando pacificamente ano após anos os fracassos no futebol.

Vejam só quanta irresponsabilidade. Manda-se um time para a Espanha sabidamente sem qualidade. Um time de titulares discutíveis, outros para completar onze, e um bando de jovens de formação incompleta. E mais grave: se encarara que o interesse maior é resolver negócios, mesmo que tenham o Atlético como favorecido. Não há o objetivo principal de uma excursão que é formar um time para ganhar na temporada. Como se explica a presença de Douglas Coutinho, se vendido (negócio nebuloso no aspecto formal) não iria viajar, e agora, por ordens superiores é imposto, sendo irrelevante a opinião do técnico.

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Quando um clube perder a alma, tudo isso se torna natural.

Lamento

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O Paraná se diz desanimado com o pouco interesse do Município em indenizá-lo para ficar com Vila Capanema. É isso que ocorre quando se ilude com hipóteses quase impossíveis. Com a sentença negando a indenização por benfeitorias, o Paraná só teria algum direito se fosse dado provimento ao seu recurso quanto às benfeitorias. Sem ele, tratando-se da União, não há possibilidade de transigir, reclamando uma lei especifica. O Paraná, para voltar a viver com dignidade, precisa parar de se iludir. Vivendo com a sua atual verdade, é capaz de reagir.