O Paraná joga hoje contra o Cobreloa, do Chile, pela primeira vez na Libertadores. Anuncia-se como um fato histórico. Nem todo o fato pode ser histórico. E se for, nem todo o fato histórico deve ser lembrado.

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Só vai para a história no futebol o fato que tenha a identidade de vitória. A derrota faz com que o próprio torcedor o torne relevante.

Nem em tese é possível imaginar o que o Paraná poderá fazer contra os chilenos. Tudo o que ocorrer será ambientado pelo imprevisível. A sugestão de que o treinador Zetti é autoridade em Libertadores não deve ser considerada. Zetti jogou a Libertadores em um time que era dirigido por Telê Santana, e tinha Cafu, Leonardo, Muller e Raí. E que ainda se chamava São Paulo Futebol Clube. Dirigir um time em formação é outra situação.

Por isso, que nesse estágio nada ou quase nada se pode exigir ou esperar, principalmente diante das circunstâncias do jogo: é nas alturas, no deserto, e contra um Cobreloa que pouco se conhece.

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Como qualquer resultado nessa situação passa pela lógica, então a vitória, também, não será surpresa. Aí sim, o Paraná terá criado um fato histórico.

Surpresa

Ramon já não era uma grande contratação. Embora longe de ser o fabuloso Souza de 2001, não deixava de ser uma esperança. Mas Ramon, assim como chegou, foi embora. Como um enigma.

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A versão do Atlético é a de que houve conflito sobre o item moradia do seu contrato. Não discuto a razão, e entendo até que a notícia do clube só tem fato verdadeiro.

Mas aí se torna ainda mais grave. O leitor que me acompanhe e conclua: entre luvas, cessão dos direitos e salário, o Atlético concordara em pagar próximo de cinquoenta mil reais. Tanto, que Ramon assinou o contrato, que recebeu registro na CBF, e autorizou a sua apresentação oficial à torcida.

E, agora, por causa de divergência de moradia, rescindiu o contrato.

Qual foi essa divergência?

Não tem como explicar, que um clube concorda em aceitar noventa por cento das exigências, e aceita rescindir por dez por cento? O Atlético errou duas vezes: a primeira de contratar, depois por rescindir por causa de um saldo de troco.

As coisas no Atlético não andam bem. Começa como o mesmo time que só perdeu em 2006.

A diferença é que manteve o mesmo treinador.

Mas Vadão nunca faz uma grande diferença.