A nota de início da coluna “Intervalo” , da edição de domingo da Gazeta do Povo, noticia a investigação interna no Paraná, para se concluir ou não se houve manipulação do resultado do seu jogo contra o Sport, em Recife, pela Segunda Divisão de 2011. O Paraná perdeu por 3 x 0.
Manipular um resultado é entregar um jogo. E, como no futebol atual tudo é oneroso, no caso seria vender o jogo. A simples investigação interna já deveria ser enfrentada de forma contundente pela imprensa e, em especial, pela procuradoria do STJD por se tratar de competição nacional. Deveria até ser noticiado pelo Paraná à Fifa, que atraiu para si a competência da investigação de qualquer denúncia sobre manipulação de resultados no futebol.
Já estamos na quarta feira, e não se escreveu mais nada, não se falou nada e não se fez nada. Ignora-se o fato como se não fosse nada, o que é grave. Mesmo que o fato não fosse verdadeiro, tornado público teria que ser enfrentado pelo clube. Às vezes, o silêncio compromete.
Motivo
Embora não entrasse em campo, não comandasse o time, a importância do engenheiro Flávio Vaz, demitido pela nova diretoria do Atlético, era grandiosa. Ninguém mais do que ele conhece todas as exigências da Fifa e o projeto para a Arena da Baixada.
O motivo da sua demissão não foi político, porque foi Petraglia que o levou para o clube. Foi no mínimo inusitado. Quando do início simulado das obras, Petraglia mandou locar uma máquina de bater estacas ao custo diário de mil reais. Foi nela que o governador Richa e o prefeito Ducci posaram de peões de obra. Como não era tempo de bater estacas, a máquina era apenas para impressionar. Ocorre que Petraglia, ocupado com a eleição, esqueceu de devolvê-la. A conta chegou: 90 mil reais.
A culpa estourou no excelente engenheiro.