Marcelo de Oliveira tratou a falta absoluta de gols nas três últimas partida do Coritiba como um fato normal no futebol. Seria razoável essa conclusão, se essa carência não coincidisse com o momento em que tudo pode faltar ao seu time, menos o gol.
E a ausência de gol só seria fato normal para um time que tivesse dificuldades naturais para marcar. Não é o caso do Coxa, que carrega a maior marca de gols até agora na temporada do futebol brasileiro.
Oliveira sabe, mas não quer apontar o motivo, ou simplesmente não sabe? A segunda hipótese, que induz um treinador identificar como um fato normal a falta de gols, deve ter aumentado a dúvida sobre os motivos que estão influindo na deficiência do time.
Vá-se ao ponto: a ausência de Marcos Aurélio concorre objetivamente para essa carência.
Dirão que ele esteve fora, e o Coritiba marcou seis a zero sobre o Palmeiras. Quando o jogo se torna atípico, levando o placar para a extravagância, qualquer um se torna insubstituível. Mas a curto prazo a normalidade volta, e aí sente-se a ausência de quem era o elemento nuclear.
O fato normal é a falta de reposição de Pereira na zaga e, em especial, de Marcos Aurélio no meio-campo.
Para superá-la, é preciso que o time ganhe consciência da origem das deficiências. É a partir do convencimento de um fato, que se corrige defeitos.
Mas tem que começar pelo técnico Marcelo de Oliveira.