Diante de um Atlético, que por se autolimitar no Estadual foi incapaz de ganhar um único jogo contra times semiamadores, o Coritiba era o favorito para ganhar esse que já entrou para a história como o “Atletiba do YouTube”, na Baixada.
Já não se pode mais ter certeza desse fato. É que o motivo atribuído pelo presidente Rogério Bacellar para a demissão de Carpegiani foi o de que “era o desejo dos jogadores”. Mas Bacellar, talvez, não saiba de outro “desejo”: os jogadores preferem não tê-lo por perto na concentração e no vestiário. O Coritiba, então, está assim: o vácuo que se criou pela absoluta falta de comando foi ocupado pelos jogadores, que agora legislam as normas para o futebol do clube.
O desconserto dos coxas não diminui a responsabilidade do Atlético. Ao contrário, aumenta. A sua proposta de jogar com um time básico, de reservas, está tendo péssimas consequências, em que o risco de não disputar o título estadual é a menor delas. A falta de vitórias, tendo como origem a limitação de qualidade dos jovens jogadores, está provando de que o trabalho de base que tanto a diretoria exalta, é duvidoso. Não há um único jogador que se possa apostar como solução de uma ausência eventual do time titular.
E não é de hoje que o trabalho de base e de observação do Atlético é falho. A última geração, e assim mesmo sem nada de excepcional, é a de Otávio, Hernani, Nathan, Sidcley e Matheus Rossetto, bem inferior a de Dagoberto, Kléberson, Fernandinho e Jadson.
Bem resumido: há fantasmas a serem derrotados na Baixada, pelos dois, para se vencer o Atletiba.
Demissão
Não discuto se é justa ou injusta a demissão de um treinador. Bem por isso, não entro no mérito da demissão de Paulo Cesar Carpegiani. Mas o que não pode é se desprezar os fatos que a motivaram. Na sua entrevista ao GloboEsporte.com, o treinador resumiu tudo: o projeto do Coritiba está entre Ronaldinho Gaúcho e Daniel “Messi”. O que existe nesse vazio? Os filhos de Rogério Bacellar e Alceni Guerra devem responder à torcida coxa.