Meio de arrasto, volto a escrever. E encontro o Atlético absolutamente honesto com a sua realidade. Derrotado pela sofrível Ponte Preta (2×1) na Baixada há seis jogos sem vencer, tem escancarado o objetivo escondido por seu presidente, o de não ser rebaixado.
Não me surpreendem esses sucessivos fracassos. Tampouco o objetivo inerente a pequenos. O Furacão que anda perdendo é o real, em seu estado natural pleno, que é aquele que submeteu a torcida à humilhação de jogar um torneio para não ser rebaixado no Estadual.
O Atlético que vencia neste Brasileiro, e que era empurrado pela mentira que a bola, às vezes, consegue esconder, era irreal, projetado midiaticamente por resultados eventuais, em que jogou agarrado ao o acaso. É tão real esse Atlético, que nem injusta torna uma derrota, mesmo tendo mais a posse de bola e chances para marcar, como a derrota de ontem.
Mágoa
Magoada, a torcida gritou “time sem-vergonha”. Entendo o adjetivo “sem-vergonha” como literatura das arquibancadas no sentido de quem faz a coisa errada e não se importa com que vão pensar e com as suas consequências.
Não há a intenção de ofensa por deficiência de algum elemento que compõe a personalidade do homem.
Nesse sentido ninguém merece mais carregar esse adjetivo do que o presidente Mário Celso Petraglia: prometeu fazer o ano de 2015 o “ano do futebol” do Atlético, só que esse ano está terminando e ainda não chegou na Baixada; prometeu fazer um time de “seleção”, quando por escrito pediu desculpas por jogar o Torneio da Morte, e fez um time medíocre.
Sem desculpas
E Petraglia não pode nem dizer mais que o dinheiro foi investido na construção da Baixada, ou alegar que o poder público não pagou. As execuções judiciais que alienam patrimônio do clube autorizam a presumir que, também, Petraglia não teve nenhuma preocupação de demonstrar quanto o Atlético deve e depositar o que acha devido.
Fracasso
Se o Paraná pretende ter vida no futebol com a nova diretoria, não é com Fernando Diniz de técnico que irá alcançá-lo.
Vi os 90 minutos do jogo contra o Atlético GO. Confesso que nunca vi um técnico errar tanto como Diniz errou: errou na escalação do time, na projeção do time e nas mudanças. A derrota (2×1) foi frustrante, como é toda aquela produzida por erros próprios.
De primeira
Até voltar ao normal, escreverei às segundas, quartas e sextas.
