Faltou o jogo

Como jogo de futebol, foi um faz-de-conta.

Foi um Atletiba, que provocou angústia no torcedor, mas não pela emoção à procura da vitória, mas pelo que não se jogou. Os dois times foram rigorosamente iguais em tudo: no placar de 1×1, na ausência de qualidade individual, que teve como consequência natural o irritante excesso de faltas, que bateu na casa de duas por minuto jogado. O que mais choca é que nada disso surpreendeu, porque se tornou regra no futebol brasileiro o uso do físico para superar a falta de qualidade técnica.

Com boa vontade tento ingressar nesse jogo de enganos. Procuro extrair o mínimo para encher o espaço que me cabe. Proíbe-me do bom senso de que tratar do primeiro tempo, que simplesmente foi jogado no cronômetro do árbitro e não no campo. Então poderiam ser os dez minutos iniciais do Atlético Paranaense do segundo tempo, quando Rafael Moura fez 1×0? Até que poderia, pois usando jogadas por Rodriguinho e Netinho pelos lados, parecia submeter os coxas ao domínio. Mas não teria sido os sete minutos seguintes do Coritiba, coincidentemente depois que Pedro Oldoni saiu, e o time passou a ser forçado ao erro, como o de Valencia que atrasou de bandeja para Keirrison, que deu a Marlos a bola para criar a chance para aquele monte de ossos carregado por Ariel empatar?

A torcida dos coxas vaiou, sem querer se convencer de que o limite do time é esse que foi mostrado no clássico. Tanto que Tiago Silvy, com camisa de reserva, entrou e com Rodriguinho, foi o que se salvou em campo. A torcida do Atlético saiu conformada, porque o empate foi no Couto Pereira, inconsciente que o tempo está passando, e o time não ganha fora. Mesmo contra um adversário limitado.

Bem resumido: um Atletiba deprimente.

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