Não sei por onde anda o treinador Levir Culpi. Se está em Santa Felicidade ou no Japão.Não sei, também, se ainda temos alguma relação. A última vez que o vi foi na televisão. Anunciava o livro que não saiu. Disse que no livro escreveria que o único que entende de futebol no Brasil é Tostão.
Só sei que ontem me lembrei de Culpi. Em 2004, na semana da desgraça de Erechim, per-guntei-lhe como explicar a excelente campanha do Atlético no Brasileiro. São duas as razões, disse Culpi: a primeira é que o time tem Fernandinho, Jadson, Dagoberto, Dênis Marques e Washginton. E a outra, perguntei: tem o resto que para o jogo com faltas. É matemático: ganha aquele que fizer mais faltas no jogo e tiver dois ou três em condições técnicas, completou.
O Brasil parece ser o melhor time da Copa das Confederações porque tem virtuosos como Thiago Silva, David Luiz, Marcelo e Neymar, mas também por que é o que mais comete faltas.
Felipão aprendeu com Culpi? Se o Brasil ganhar do Uruguai, o que é possível, será também por que irá praticar o jogo de faltas. Resta saber se é o que basta para ganhar o título. Em 2004, não foi o bastante para o Atlético de Culpi.
Reposição
Atlético e Coritiba estimulam o noticiário com uma ou outra contratação. Todas de jogadores sem qualidades, vindos do Paraguai, da Argentina e do Uruguai. Entre outras coisas, isso vem provar o péssimo trabalho de base que os dois realizam. Durante cinco meses, o Furacão disputou o Estadual. Entre outros pretextos para usar o sub-23, havia o de revelar jogadores. Nenhum que jogou o Estadual é titular.