A CBF vai promover a festa dos melhores do Campeonato Brasileiro. Mais que uma curiosidade, cria e estimula objetivo.
Para o futebol paranaense festa não haverá. De um a onze não teremos ninguém. Talvez, se nós da imprensa exercemos alguma influência fora dos limites paranaenses, Flávio seria o goleiro desta seleção. Ninguém jogou no gol mais do que Flávio jogou.
De resto, nenhuma revelação, nenhum grande jogador, nenhum destaque. Não teremos absolutamente nada.
Existe um pouco de fantasia na evolução do futebol paranaense. O crescimento sólido, e de exceção, está no patrimônio do Atlético. Títulos nacionais, definitivamente são obras inesperadas como em 1985 e 2001. Uma vaga na inexpressiva Sul-Americana é o consolo buscado. Jogador de puro sangue em uma Copa do Mundo é fato excepcional, que se transforma em dado histórico, quase secular, como Kléberson em 2002. O mesmo jogador que está jogando em time de bairro de Istambul.
Dirão que o Atlético foi vice da Libertadores. Mas nunca projetou ser campeão. E como o seu senhor ensina e com razão, vice é vice. Perde-se na história. O Coritiba fez algazarra como se não tivesse obrigação de ter zelo. Levou de barriga o campeonato e agora está no precipício.
Em desespero, reclama toda a espécie de ajuda para não voltar à segunda divisão.
Só um milagre o salva.
Este futebol é o mesmo que tem a incapacidade científica de não recuperar um talento como o menino Dagoberto, que está há um ano jogado em uma sala de fisioterapia. Agora, anuncia-se um campeonato paranaense com o mesmo comando da entidade, que patrocinou a maior corrupção de árbitros do futebol brasileiro, sem que os clubes adotem uma postura de proteção à própria dignidade.
O mais grave de tudo é que este isolamento ocorre em um momento precário do futebol brasileiro, no qual Robson com 36 anos é artilheiro, Romário com quarenta luta para chegar ao milésimo gol, Petkovic, Edmundo, Juninho Paulista, todos acima dos trinta, e um argentino de nome Tevez são os melhores.