Antes de o Atlético perguntar se pode confiar no treinador Jorginho, é Jorginho quem tem o direito de perguntar se pode confiar no Atlético. Não se pode exigir resultados imediatos de um treinador, embora eles tenham caráter de urgência, se o clube que o contratou foi irresponsável em contratar e dispensar um técnico a cada dois meses, no período de um ano. Não há irresponsabilidade maior de contratar e dispensar um treinador depois de dois jogos em que sequer, formalmente, tenha estreado, por que, suspenso, seu nome não pode ser lançado em súmula.

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Para fazer um bom trabalho, Jorginho precisa neutralizar influências negativas dentro do CT do Caju, que são exercidas para favorecer empresários, amigos do rei. Nem é missão de Jorginho, seria da diretoria. A influência dos empresários Alexandre Rocha Loures e Pablo Miranda, que misturam essa condição a de conselheiros, está causando insegurança aos jovens jogadores. O Atlético é a maior vítima, pois é por elas que se descarta um talento como Harrison para prestigiar a mediocridade de Pablo.

Jorginho precisa saber que o futuro do Atlético foi ontem. Precisando urgente ganhar em campo, não pode prescindir de Guerrón, até ele ser negociado. Precisa ter o direito de avaliar se “Morro” García pode ou não ser útil. Jorginho pode errar. Irá errar. Tem o direito de errar. O que não pode é ser submisso aos interesses da diretoria e dos empresários-conselheiros, que, necessariamente, não são os mesmos interesses da torcida do Atlético.

De primeira

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Vejam só, a Federação Paranaense de Futebol, em tese, pode à médio prazo ter sua insolvência civil declarada. Com a arrematação do Pinheirão, e sem outros bens, e desde que remanesçam dívidas, qualquer credor que não tiver garantido seu crédito pode requerer a insolvência da entidade.