Exigir de Ney Franco todas as soluções necessárias para esse time do Atlético, não é justo. Exigir é uma imposição, pressupõe uma condição de poder antecedente. No caso, não há como alcançar as soluções necessárias, por serem elas impossíveis. Antes faltavam opções, agora faltam opções e tempo.

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O que se pode sugerir a Ney Franco é que ele tente diminuir o risco de agravamento da situação do Atlético. Opções para repor podem, também, ser criadas com improvisação, reclamando aí a capacidade natural do treinador.

Existem opções, que embora naturais (substituto imediato), são comprovadamente temerárias. Não há mais nada do que se esperar de Ramon, Michel, e em especial, Alan Bahia. Ney Franco, se ainda não está convencido, deve imediatamente se convencer: o time atleticano é fraco.

As vitórias, que eram poucas, dependiam de fatos isolados; agora, só acontecem na Arena, com a influência da torcida. Menos mal. Mas aí é que entra o trabalho do treinador, mesmo que nada dele possa ser exigido. Para ganhar a torcida, um time tem que ter alma. E essa só sai de dentro do campo, quando existe superação.

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Só um fato pode ser exigido de Ney Franco: dar uma folga até dezembro para Bahia, Ramon e Michel. Nem que à certa altura, as opções definitivas sejam reduzidas a dez.

Surpresa

As informações estão incompletas: uma diz que o Professor Miranda está se afastando da presidência do Paraná por problemas de ordem médica; a outra diz que ele se afastou apenas do processo sucessório, como se ele fosse o único com a capacidade de decidir o futuro do clube.

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Quando o afastamento de alguém ocorre como fato surpreendente, exige um motivo maior. Grave ou não, existe. Às vezes, os professores com o tempo vão esquecendo, que em qualquer disciplina existe o mínimo de lógica.

Projeto

Convidado formalmente, entendi que não deveria ir ao CT do Caju ver o lançamento do projeto definitivo da Arena. Teria que, no discurso do presidente do Conselho Gestor Dr. Fleury, ouvir coisas que não gostaria. Mas li os jornais, e lá estava a nova pérola do presidente atleticano.

Depois da apresentação do projeto, disse o Dr. João Augusto: ?A construção fica para a próxima diretoria, porque a minha gestão está terminando?. Nem Mário Celso Petraglia, que foi o criador de tudo, fala na primeira pessoa.