Quando se contrata por exclusão, a 1.ª impressão é de que se buscou na sobra a solução. Então o risco do erro aumenta. Às vezes o erro é tão grosseiro que se torna a consequência natural, a previsão lógica do próprio ato. O Coritiba, que havia dado um passo para frente com Dorival Júnior, anunciou Ivo Wortmann como seu novo treinador. Deu dois passos para trás.

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Não pelo simples fato de ser Wortmann, que até em circunstâncias normais poderia ser uma opção; mas pelo fato de ser Wortmann, diante da expectativa criada pela diretoria, em uma venda de ilusões com os nomes de Adilson Batista, Caio Júnior, René Simões, Vágner Mancini, Tite e Hélio dos Anjos.

Essa é a grande verdade: perde-se, por negligência de direção, um técnico do gabarito de Dorival Júnior, que levou nas costas um time de pouca qualidade; passa-se a ilusão para a torcida, com nomes de 1.ª linha, e se dá solução com um técnico, digamos, de 2.ª categoria.

Mas o assunto não se deve encerrar, simplesmente, na análise sobre o novo treinador, se ele é bom ou não. O que não se pode ignorar é o desgaste a que o Coritiba foi submetido. A impressão que ficou, e que talvez não seja a verdadeira, é a de que o clube foi tratado com indiferença e, por isso, sempre foi remetido a uma 2.ª opção, por todos aqueles treinadores que foram procurados.

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Soluções por exclusão ocorrem quando o comando é impessoal. No caso, não existe um dirigente de referência que tome decisões e assuma a responsabilidade. A dependência de nove opiniões corrói qualquer empresa.

Imagine no futebol.

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