Qual era a cotação do Atlético antes do campeonato começar, lembra? Em uma bolsa de apostas seria dez por um para ser rebaixado. Depois que o campeonato começou, e o Atlético não ganhava de ninguém, qual seria a cotação, lembra? Se serão quatro os rebaixados, seria vinte por um.
No entanto, faltando treze rodadas, o Furacão carrega o direito de cometer a extravagância de perder duas em sequências, que ainda continua entre os que são candidatos à Libertadores. O que eu quero dizer é o seguinte: a derrota para o Grêmio, ontem à noite, em Porto Alegre (1 x 0) não pode ser dissociada do quadro geral da classificação.
A derrota era carregada de previsão lógica, por ser na Arena Grêmio e contra o poderoso Grêmio. Analise a derrota no contexto geral e ter-se-á uma conclusão lógica: não influiu no objetivo final, que é não se constranger com o rebaixamento, e ainda ganhar uma vaga em um torneio sul americano.
Mas isso não significa que os equívocos da derrota para o Gremio tenham que ser desprezados. O Atlético foi despreparado emocionalmente para o jogo. E outra vez com Manoel e Luiz Alberto em um jogo irresponsável. Sem guardar posição, com autossuficiência, querendo jogar mais do que sabem, e do que podem, foram jogar além da linha inimiga. Por isso, o Grêmio com Riveros marcou o gol decisivo. Por esse descontrole, Luiz Alberto e Botelho, por violência, foram expulsos e Everton levou o terceiro amarelo.
Não precisavam desses excessos se a derrota era normal e não influiria na condição geral da classificação. Temo que o discurso de Mancini, como nos outros clubes, já esteja terminando.
A vitória no Atletiba passou a ser uma obrigação.