Pela Sul-Americana, Atlético 3 x 1 Paraná. Se o Atlético tivesse a alma, a disciplina, a técnica e a organização que teve ontem no Pinheirão, a sua vida seria outra. A vida, então, não seria ambientada na insegurança, na inconstância e na submissão de outros jogos. Mas o Atlético foi além: teve a sensatez (ou entenda como vergonha) de limpar um pouco a imagem de quem é goleado em casa por cinco a zero.

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Bem resumido: o time do Atlético não ganhou do Paraná por três a um, simplesmente porque era um jogo de futebol, em que existe risco da derrota. Mas ganhou, primeiro porque entendeu que teria que ganhar por uma questão de honra. Depois, porque bem organizado, transformando Ferreira em uma espécie inusitada de pivô do futebol, submeteu o Paraná ao seu domínio.

Foi um bom jogo, porque qualquer jogo no Pinheirão para ser analisado, é preciso lhe dar um desconto pelos buracos e touceiras no que se deveria chamar de gramado. A vitória e o placar foram rigorosamente justos, a partir do desequilíbrio provocado por Ferreira. Desta vez, o colombiano não foi o meia convencional condutor de bola. Lançou Cristian para o gol de empate, lançou Marcos Aurélio para o gol da virada, e ele próprio fez o mais belo gol, o terceiro.

O Paraná não perdeu o jogo só em campo. Mas já entrou sem equilíbrio e sem segurança, na medida em que a diretoria transferiu a responsabilidade pelos últimos fracassos para a arbitragem. E desta vez foi auxiliado, pois não existiu o pênalti que Émerson chutou e Cléber defendeu. E ficou provado, que quando o Tricolor tem que reverter um placar pode ser que alguém enxergue, mas ninguém vê. O Atlético ganhou com um placar de difícil reversão na Arena desde que tenha a alma, a disciplina, a técnica e a organização que teve ontem.

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O Atlético deve ir mesmo jogar no Monumental de Nuñez, contra o River Plate. Se Ferreira não foi só o melhor porque jogou bem. Foi simplesmente genial sob o aspecto tático.

Quem dera, ele e o Atlético fossem sempre assim.

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