O tema nuclear da ética são os atos do ser humano, enquanto ser possuidor de razão. Estuda o bem e, assim, transforma-se como condutor da vida para que as pessoas alcancem a realização de si próprio.

Às vezes é usada como instrumento para desvio de comportamento. A pessoa pratica atos com aparência de moralidade, mas sua intenção é perigosa.

Sob o pretexto de promover a defesa do Coritiba no STJD, Domingos Moro usou de mentira com a manifesta e ostensiva intenção de induzir os julgadores a erro: quis fazer crer que a situação de Ataliba era a mesma de Diego goleiro do Atlético.

Poderia até ser aceitável a ilustração se fossem situações idênticas. Mas não são, e o mais grave é que Moro é consciente das diferenças. A denúncia pela escalação de Ataliba decorreu de duas supostas irregularidades: ausência de contrato válido e a omissão do seu nome no boletim da CBF. Na escalação de Diego nem irregularidade existe, pois a omissão no primeiro boletim foi suprida no boletim seguinte dentro do prazo. Nem causa para denúncia existe contra o Atlético. Nem denúncia deve haver.

Ao mentir Moro faltou com a ética. Como dirigente e como advogado. Transformou o ódio que tem contra o Atlético em mentira para os auditores. Ao contrário do presidente Giovani Gionédis que, mostrando seu comportamento linear e ético, absorveu a conclusão de que também o seu clube concorreu com o erro ao não observar a omissão do boletim da CBF.

Não me surpreende a incursão de Moro. Seu comportamento pessoal deixa sempre dúvidas quanto à natureza de suas atitudes. Foi indelicado com o Atlético.

De primeira: O boletim informativo diário da CBF tem outra incorreção: o contrato de Fernandinho (Fernando Luiz Rosa) do Atlético, segundo ele terminaria no próximo dia 19 de agosto. Pela CBF, Fernandinho terá passe livre daqui a três meses. O contrato do craque foi encurtado, assim, de repente.

Será que é erro da CBF? E se for, logo de Fernandinho?

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