Estrelismo

A foto estampada pela Tribuna do Paraná de ontem, com o objetivo imediato de apresentar Cléber à torcida do Coritiba, tem no mínimo um fato inusitado: Domingos Moro, que não é um dirigente qualquer, pois é nada mais nada menos que o vice-presidente do clube, confunde o leitor. Extrai-se da pose, o querer de roubar a cena e ser a grande atração. Parecia que era ele que chegava para lançar bolas e fazer gols. A foto acabou sendo ambientada desta forma inusitada: Moro se transformou em atração. Cléber, que já chegou sem brilho, ficou ainda mais ofuscado.

O que leva um dirigente a movimentar-se tanto diante de câmeras, máquinas fotográficas e microfones? Vaidade, dirá algum leitor. É a obsessão de aparecer e ser público, dirá o outro. É uma psicose, quase uma doença, dizem as lições preliminares da psicologia de massa. Há quanto tempo não sai uma foto ou não se ouve uma entrevista de Giovani Gionédis, o salvador dos coxas.

Mas não culpemos só o dirigente. E não culpemos só Moro, pois outros têm horror a reclusão. Parte da imprensa é culpada, e principalmente a de rádio estimula este estado, abrindo o microfone para discursos vazios e demagógicos. No caso do Coritiba existe uma agravante. A figura de Moro está mais forte do que a de Giovani. Não que não deva, mas porque apaga a do presidente que lhe dá saúde e proteção.

De primeira: O Atlético deve ceder para o exterior os direitos federativos de Ilan. E já não faz mais as exigências de antigamente por dois motivos: porque Ilan está inseguro e porque precisa fazer caixa. O Coritiba deve fazer o mesmo com o lateral Adriano. *** Os jogadores que foram para a Coréia começam a voltar. Vítimas de empresários, que levam, ganham, e depois criam situações para negociar outro para a mesma posição. É uma ciranda em que o jogador fica cercado e a única saída é a volta.

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