São Paulo 1, Atlético 1, Morumbi.

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O papel do coadjuvante é o de servir de base para a grande estrela do espetáculo. A sua presença nada significa. A sua colaboração é quase mecânica. Uma vez ou outra é percebida, mas a sua natureza é de completa e absoluta submissão.

No entanto, às vezes, surgem exceções. É quando o coadjuvante se torna tão brilhante, rouba a cena, e só não se transforma na estrela principal porque existe um roteiro a seguir. Mas a imagem que deixa já não é mais de um coadjuvante, mas da própria estrela.

O Atlético só não foi a grande estrela na festa do Morumbi porque era impossível mudar o final da história que esse escreve por um ano. Mas mudou a execução do final, porque o grito de campeão que era para ser natural engasgou em 70 mil gargantas, e quando saiu já estava comprimido e quase desafinado. Embora a graça do grito estivesse na justiça do título conquistado, não estava pela falta de naturalidade do momento.

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Escondido, sem ser percebido, o Atlético acabou rasgando o script do São Paulo, obrigando até o locutor a perder a graça, e improvisar o grito de ?é tetracampeão?.

Campo minado

O furacão que passa pelo Coritiba, e a ilusão de que a sua duração é limitada à crise política, serve apenas para fantasiar a implacável devastação que provoca estragos na instituição.

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A causa da crise pode variar pelas mais diversas versões, mas o diagnóstico é sempre o mesmo:

as ações projetadas para derrubar Giovani Gionédis não são recentes, não são políticas de clube, mas pessoais, e de natureza revanchista. Quer-se Giovani no olho da rua, não porque continua caído, mas por que contra ele quer se praticar o exercício do poder, nem que para isso custasse o fracasso em campo.

O maior problema do Coritiba não é continuar na 2.ª Divisão.

O drama está na falta de um líder sem rancores pessoais e políticos. Como em 1995, quando as lideranças de Joel Malucelli, Sérgio Prosdócimo e Edson Mauad assumiram, não porque eram contra Evangelino, mas porque eram a favor do Coritiba.

Dos poucos que apareceram para falar, e de tudo o que se falou, apenas uma palavra lúcida nesse processo: o senhor Paulo Bonamigo acertou ao resumir que o fracasso técnico foi decorrência do campo minado, um barril de pólvora.

Pena para os coxas, que Bonamigo é técnico de futebol.

Do contrário, deveria ser o presidente.