Os planos, quando são em escala, correm o risco de fracasso. O treinador Casemiro Mior, do Atlético, parecendo apressado (ou perdido?) deixou o Plano A de lado. Vai adotar o Plano B.
Não sei se ando desatento ou desatualizado. Confesso que não sabia da existência de dois planos; muito menos, no que consistia o Plano A.
Em um projeto sério, não existem variações de plano. Existe um. Absoluto, que se não for adotado, leva o trabalho para o improviso. Para anarquia, então, é um pulo só. Improviso, no futebol caríssimo como o de hoje, é, no mínimo, irresponsabilidade.
Mas não culpo só Casemiro Mior. Pensando bem, é um estranho no ninho. Parece o personagem de Jack Nicholson do filme de Milos Forman. Desatualizado com o futebol brasileiro, confessa que não conhece ninguém. É desconhecimento demais para quem tem que comandar um time na Libertadores. Se não conhece não deveria ter aceitado o convite.
Casemiro, por insegurança, anda precipitado. Ir para o plano B antes de testar o plano A, é igual o time que quer fazer o segundo gol antes do primeiro. Impossível.
E nenhum plano poderia ser desenvolvido, seja A, B ou C, sem Fernandinho e Evandro. Junto com Dênis Marques, são imprescindíveis. Escolhem a camisa.
Casemiro, então, tem que voltar ao plano A, pois do contrário vai tornar ainda mais confuso o estado do Atlético.
Experientes
O Coritiba anunciou Jackson; e o Paraná Renaldo.
Antigamente diríamos que se tratava de dois veteranos. O termo hoje agride o sentimento do jogador. Então, é melhor adotar o termo moderno: experientes.
Em Jackson não aposto. A experiência não foi o bastante para afastar a sua irregularidade.
Em Renaldo acredito.
Bem fisicamente, continuará fazendo gols.
Nesta carência de atacantes goleadores, Renaldo foi um achado dentro deste mercado estrangulado por empresários e poucas revelações efetivas.