Na Baixada, Atlético 1×0 América-MG. É fundamento para a análise: não há nada pior do que o time mineiro. Bem por isso é o lanterna.
O Furacão foi um time sem ânimo e sem graça. Às vezes, parecia que queria jogar para a torcida que fazia anarquia do lado de fora. Quer dizer: parecia que não queria jogar para aquela que estava dentro da Baixada. Subjulgado por esse estranho comportamento, só ganhou porque o goleiro do lanterna não segurou o chute de Nikão dado de fora da área. Antes e depois não houve outra chance.
Orgulhoso, às vezes soberbo, como se tivesse ganhado o Atletiba, foi lento, tornando-se confuso. E, por isso, só conseguia o mínimo de organização quando Nikão caia pelo meio, isso quando não era atrapalhado por Hernani e Vinicius. Melhorou um pouco depois que Walter entrou, mas não o bastante para apagar o péssimo jogo pelo qual o treinador Paulo Autuori concorreu ao insistir com Marcos Guilherme, e depois com Giovanny. Esse pior do que aquele.
Verdade
Em Volta Redonda, Fluminense 0x0 Coritiba.
O resumo do jogo dos coxas foi dado pelo seu novo ‘ídolo’, o turco Kazim: “um time de chutões”. E nem se pode dizer que foi mal traduzido, porque Kazim falou em um bom e claro português. E não lhe tirem a razão. O Coritiba não jogou nem mais e nem menos do que jogou contra o Atlético.
Retrancado, inspirado no ferrolho que os italianos ressuscitaram na Euro, sem nenhuma disposição de ameaçar o frágil time tricolor, apostou tudo no goleiro Wilson. E ganhou o empate, pois Wilson foi excepcional. De resto, foi como disse Kazim: só chutões. É preciso ensinar Kazim que quem luta para não cair não pode ter vaidade. Tem que fazer tudo, inclusive dar chutões.
Subindo
O Paraná voltou a vencer, aumentando, ainda mais, o valor da vitória sobre o Vasco. E desta vez foi uma vitória de um jogo metódico. Sem tomar riscos desnecessários, Martelotte equilibrou o time de tal forma que não passou por nenhum trauma no jogo. O lance do pênalti que Lúcio Flávio cobrou foi consequência natural do método do jogo.
Nesse clima, a Confraria “Amigos da Bola” irá homenagear o advogado Márcio Augusto Nóbrega Pereira e a memória do grandioso Mauro Nóbrega Pereira. Ninguém fez mais pelo Paraná em razão do ideal do que esses dois tricolores na luta desigual para salvar a Vila Capanema. Hoje, 19 horas, no Cascatinha.