A instabilidade de Marcelo Oliveira no Coritiba já não está mais no estágio da especulação. Por ser real, o treinador passa a depender de resultados. Nunca sendo unanimidade, Marcelo já não tem a garantia que irá sobreviver a uma improvável eliminação pelo ASA, na Copa do Brasil, ou a perda do tricampeonato estadual. Gilson Kleina, paranaense que há um ano está fazendo sucesso na Ponte Preta, é um nome que não perturba o ouvido dos dirigentes alviverdes.

continua após a publicidade

Com Juan Carrasco, no Atlético, embora não tenha alcançado nem o estágio da especulação, não é diferente. Vencedor do primeiro turno, e ainda com o Furacão com chances de ganhar o título direto, ele começa a ser contestado dentro do clube. Entre os jogadores, é ostensiva a insegurança. As estripulias táticas, as improvisações individuais e o abuso de substituir no começo do jogo, deslocando a responsabilidade só para o jogador, já provocou uma alerta. O termômetro será a disputa contra o Criciúma, pela Copa do Brasil, seu adversário na Segundona.

O Estadual é assim: o título perde a importância prática no dia seguinte da sua conquista, mas a sua perda causa estragos.

***

continua após a publicidade

Não está fácil a vida de Mário Celso Petráglia. Na angústia para levantar os 53 milhões de reais para fazer a obra da Baixada andar, como quer o BNDES, pode negociar com algum banco o crédito futuro do contrato com a televisão. A questão é se a Rede Globo irá anuir, porque um time na Segunda Divisão, não conseguindo subir no ano seguinte, terá reduzido o percentual. E para negociar o contrato, o Atlético terá que pagar juros bancários, o que reduziria em 30% o valor de face do crédito. A outra questão é que sem o dinheiro da televisão, e com o número de sócios sendo reduzido diariamente, não haveria caixa para custear a administração e o futebol, que não são baratos.

Em razão da rivalidade, poucos querem perceber. Mas não conseguir locar o Couto Pereira, está sendo um estrago para o Atlético. 

continua após a publicidade