Não houve crítica da adoção pelo Atlético de jogar com um time improvisado esse início de campeonato. Nem a derrota como regra foi questionada. Era uma questão de coerência responder à pergunta: qual dos jovens terá futuro no time?
Essa mesma coerência tem que ser usada agora. O período de teste já foi superado, as análises certas ou erradas já foram concluídas, alcançando-se o estágio de exigir que o Atlético comece a jogar nesta temporada de 2007.
Dos jogadores em estágio, o zagueiro Gustavo e os meias Evandro, Kaio e Wellington, e o atacante Ricardinho, mostraram qualidades. De resto, todos são apenas opções remotas, talvez, em médio prazo.
Essa conclusão aumenta a expectativa em relação ao Atlético de Vadão. Contratou apenas o lateral-direito Nei e o meia Ramon, porque tinha esperança de que dos estagiários pudessem ser extraídas algumas certezas definitivas. Se as deficiências do final de temporada não forem superadas, perdeu-se tempo com a programação, que, em tese, pareceu correta.
Essa carência de reposição exige ainda mais que Vadão não pense muito para escalar o menino Roberto, que, com Alexandre Pato, foi o melhor do Brasil no Paraguai.
Fracasso
A previsão vai se confirmando: o campeonato paranaense é o pior estadual do Brasil. Como imagem de televisão é deprimente: estádios vazios com a mais baixa média de público da história, gramados forrados de buraco, falta de qualidade técnica. Um horror.
Mas isso não importa para Onaireves Moura e Ciro Itiberê da Cunha. Como donos da empresa que tem os direitos de transmissão pela internet, taxam os clubes em cinco por cento de forma compulsória no dinheiro de bilheteria.
Agora Moura quer reativar as ligas amadoras.
Com elas quer promover uma assembléia, mudar os estatutos e continuar presidente da Federação Paranaense de Futebol.