Embora tenha coração, já não tenho mais idade para ter ilusões juvenis. No futebol já sofri tantas decepções, que só acredito no fato definitivo, e não no fato do dia.

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Por isso fui à Arena sem carregar o fardo da ilusão repentina, que a presença do grandioso Matthäus fosse afastar todos os vícios individuais e táticos, que estão obrigando o Atlético a usar a superação para ganhar de times primários neste campeonato estadual. E qualquer torcedor ou crítico de bom senso foi assim à Arena. Nem Matthäus e nem ninguém conseguiria provocar um jogo no mínimo razoável, diante do estado precário sob o aspecto tático em que o time foi entregue.

O Atlético ganhou o jogo -1×0 -, não porque em algum momento mereceu. Mas porque era o Atlético, que jogava com dez mil pessoas na Arena, e contra um Maringá cheio de medo para sair antes de sofrer o gol de Ricardinho. Confirmou-se o que já havia escrito: o Atlético perdeu quarenta dias de trabalho. Matthäus, pobre Matthäus. Vai ter que zerar porque, se alguma coisa foi feita pelos interinos, foi errada. Vai ter que começar do zero.

Mas é preciso bem mais do que o seu trabalho. E não basta que se dê uma nova ordem a Dagoberto. Se Ricardinho, Rodriguinho, Rodrigão e Pezzolato são opções apenas remotas para a formação de um grande time, é preciso que comecem a se encontrar já as opções definitivas.

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O conforto que se encontra são as palavras de Mário Celso Petraglia, de que o grande marketing no futebol ainda são as vitórias.

Subindo

Não vi os coxas jogarem.

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Mas se jogaram bem ou não em Toledo, é irrelevante. Ganhar do Toledo (2×0) não é referência de ascensão. Para ninguém. Para o Coritiba, principalmente, que sabe que passa longe daquele que terá que ir disputar para tentar voltar à primeira divisão. A vitória, a essa altura, só serve para desarmar os espíritos, que já estavam armados contra o treinador Marcio Araújo. Como tudo no Coritiba é dúvida, já não sei se isso é bom ou ruim. De repente, irão achar que Ludemar é um matador, e que Marcio Araújo é o novo Elba de Pádua Lima.