Esse é o Brasil que eu quero?

A análise da vitória do Brasil (2×0) não pode receber um desconto dos limites sérvios. Afinal, está se disputando uma Copa do Mundo, que em tese, a partir de agora, passa a ser disputada pelas melhores seleções. E todas são superiores à Sérvia. Então, a importância desta vitória tem que ser limitada à consequência de uma classificação sem traumas, nada além disso. Não é possível tomá-la como um fato de referência para projetar o Brasil do futuro nessa Copa.

Mas uma virtude ninguém pode negar a esse Brasil: seu treinador Tite é honesto, também, com as coisas da bola. Humilde, sem a pretensão de ser revolucionário, tem a exata consciência dos limites desse time. Explica-se, aí, o jogo brasileiro de cautela, para não correr maiores riscos. O gol de Paulinho, que vindo de trás intrometeu-se na zaga sérvia para receber o passe desse excepcional Philippe Coutinho, e o gol de cabeça de Tiago Silva, em cobrança de escanteio de Neymar, foram próprios de quem faz o simples, que embute a previsibilidade também como fator para ganhar.

Talvez, em razão da cultura intransigente que foi criada com o penta, o brasileiro receba uma classificação como essa mais com desconfiança do que com otimismo. As coisas mudaram, precisamos ganhar de vez essa consciência. Não temos mais sobra de craques, alternativas excepcionais. Nesse time, só Coutinho e Marcelo são confiáveis. O craque Neymar, por enquanto mais celebrou do que jogou.
Bem pensado, está Copa do Mundo anda tão esquisita, que coloca em risco qualquer análise futura. O melhor, agora, a partir do critério eliminatório, é melhor adotar o principio de um jogo de cada vez.

O México, será o adversário das oitavas.

O que é o México?

Segunda vez

Os alemães não se dão bem em terras russas. Capitulando, outra vez, voltam para casa. Só que desta vez, ao contrário de 1943, na derrota de Stalingrado, entregaram-se por bem. E o fizeram sem nenhuma resistência, porque é da natureza germânica não permitir que a vaidade sobreponha a consciência da verdade.

A Alemanha chegou à Rússia desconfiada de si própria. Só ela estava convencida de que o seu time já não tinha o mesmo poder daquele que ganhou no Brasil. As suas principais virtudes envelheceram e foram embora, ou foram ficando no meio do caminho.

Sem a liderança de Philip Lahm, o talento de Schweinsteiger, os gols de Klose, e a decadência de Thomas Müller, Özil e Khedira, chegou à Rússia apenas com o título, mas não com o time de campeão. No entanto, nem ela esperava que a despedida fosse tão deprimente, como se estivesse deixando Stalingrado, toda despedaçada, como foi na derrota para a Coreia do Sul, 2×0.

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