O Atlético foi irreconhecível: perfeito. Bem por isso ganhou do São Paulo por 1 x 0, gol de Guerrón. Jogou o que não havia jogado neste campeonato. Talvez nem pensasse que poderia jogar o que jogou.

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Não se atribua somente à disposição da vontade. Essa de nada adiantaria se não fosse um time, que finalmente adotou o princípio básico do futebol, que é o agrupamento dos setores. Diminuindo os espaços entre um e outro, diminuiu o risco natural do erro, no exercício do fundamento do passe.

Resultado: compacto na defesa e no meio-campo, o Furacão massacrou o São Paulo no contra-ataque. Importante: contra-ataque variando com Guerrón pela direita e por alguém pela esquerda. Foi por esse setor que apareceu Marcelo Oliveira, que cruzou visando Nieto. Mas Nieto, inteligente, já tinha visto Guerrón entrando sozinho pela direita. O argentino driblou a zaga com o corpo, e escancarou o gol para Guerrón marcar. Do banco, Rivaldo deve ter lembrado a final da Copa no Japão, quando com um drible assim, matou a zaga alemã para Ronaldo marcar.

O São Paulo só ameaçou quando Rivaldo entrou. Mas aí Lopes interveio com Renan Foguinho, que fechou outra vez o meio-campo.

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O Furacão terminou com a bola nos pés. Fatos inesperados aconteceram na Baixada: Marcelo Oliveira foi o melhor em campo. Mas não é fácil a vida de atleticano. Hoje, terão que torcer pelo Coritiba contra o Galo, em Sete Lagoas. Os inimigos, às vezes, são obrigados a mandar flores.