Um dia desses, o presidente Malucelli me enviou uma cartinha por e-mail. Nela pretendeu me censurar sobre as críticas que fiz a ele em especial, e à diretoria em geral, pela intransigência de não demitir Geninho. A carta vazou e caiu na rede, e alguns dos seus amigos incentivaram outros e outros a me pressionarem.

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Ninguém me pressionou e nem adiantaria. E mesmo porque eu tinha razão, tanto, que uma semana depois Geninho saiu, e não por coincidência o Atlético voltou a ganhar.

O presidente atleticano é personagem de um assunto, que se tornou velho pela falta de vontade da imprensa em esclarecer.

Provocado para responder sobre o jantar com Petraglia, o presidente Malucelli disse: “Foi ele que me procurou e ele continua como em janeiro, não mandando nada no Atlético.”

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Algumas coisas que se diz, mesmo sendo verdades, são indelicadas.

O presidente Malucelli perdeu uma boa oportunidade de mostrar o grande homem que é. Procurar alguém revela renúncia e grandeza de propósito, o que dá dignidade ao ato.

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E por que dizer que Petraglia como em janeiro, continua não mandando nada no Atlético? Embora pareçam situações idênticas, são absolutamente diferentes: em janeiro era necessário, e até uma obrigação deixar claro os limites de mando; mas, agora, era desnecessário, pois o que se conversou era relevante apenas para os dois e para o Atlético. A importância para a torcida era o reencontro. Os assuntos que foram tratados passaram a ser irrelevantes.

Qual é o prazer de se afirmar publicamente que alguém não manda?

É demonstração de poder sem limite, e aí é o exercício do espírito de superioridade, ou é a autodefesa pelo receio de uma crítica social, própria de quem se sente inferior?

Alerta

O treinador Waldemar Lemos precisa concluir logo sobre a utilidade de Rafael Moura. Sem a mínima condição técnica, vivendo só de trombadas com os zagueiros e com a bola, é destacado de qualquer esquema tático. Não pode ser referência, porque aí seria tornar o esquema previsível, pois se resumiria no cruzamento de bola parada.

Presumo que Lemos, tendo que escolher entre Patrick e Rafael Moura, irá ficar com o menino, que tem mais condições técnicas. Moura foi bom na época do desespero da bola cruzada como única esperança.