O modernismo não implica em afastar antigos valores.
O modernismo no futebol, então, só reflete em evolução, desde que preserve o ideal, único capaz de provocar os sentimentos, de perda, inclusive. Se ignorado esse princípio, desprezado esses valores, então o modernismo provoca um estado de indiferença, que se torna fatal.
É certo que a administração deva ter a emoção limitada pelos números. Mas não pode permitir, que invada o trabalho no futebol.
Sob o pretexto de ser um modelo e moderno, o Atlético se torna frio no futebol. O resultado de campo, às vezes, é absorvido como mero resultado de números, ou um fato natural decorrente de risco de uma empresa. A derrota pode até ser sentida, mas não parece.
A goleada (4 a 1) sofrida em Salvador para o carente Vitória, time de 2.ª Divisão, não teve como causa imediata os equívocos técnicos, táticos e individuais, esses sim previsíveis no futebol. A causa foi a origem: a absoluta falta de compromisso com a luta, com a renúncia ao comodismo, com a concentração emocional.
Cabe ao dirigente provocar diariamente esse espírito. E aí Mário Celso Petraglia dirigindo o futebol à distância, continua praticando esse erro. Conheço-o muito bem: confia em quem contrata, e só depois cobra resultados. No futebol, a cobrança por resultados deve anteceder o jogo.
Mas cabe também consciência ao profissional.
E aí o Atlético vai mal no seu comando. Em ocasiões especiais, quando se reclama a luta pela bola e por espaço, o treinador Osvaldo Alvarez é um desastre. Vai repercutir no time a sua própria imagem: por ser frio de emoção externa, torna-se um corpo estranho – ou inexistente à beira do gramado, provocando acomodação dos jogadores; inseguro nas idéias, e medroso na busca das alternativas para dar a solução, não tem as suas ordens como definitivas.
A ocupação de espaço e a luta pela bola, não dependem só de um projeto tático de jogo; mas, em especial, da luta, e da disposição para realizar o projeto. O jogador, às vezes, por natureza não disputa o jogo, mas se provocado pelo comando, ele muda as suas características.
Veja Alan Bahia, o ?Beckenbauer? da mídia que faz teoria: antes, era razoável marcando, e agora passa 90 minutos cercando, assistindo e indo ao ataque. Denis Marques é um goleador, Evandro é um grande armador, mas não concorrem para fechar o meio, marcar e fazer algo mais do que pensam ser as suas obrigações. Michel e Jean Carlos estão em estágio inferior, porque são péssimos para qualquer função.
A causa pode até ser natural, em razão das características de cada um. Mas a causa imediata é a absoluta falta de ação mais contundente de Osvaldo Alvarez.
Não sei se Vadão consegue enxergar e ver ao mesmo tempo.
Michel é ruim na lateral e Marcão é péssimo como zagueiro de área.
Marcão já deveria estar na lateral, e Rogério Correa de zagueiro.
Amanhã trato de outro problema: o goleiro Cleber.
Desculpem. Não é um problema. Passou a ser um grande problema.
Detalhe final: O que faz o professor Marcos Teixeira, além de morar num apartamento cinco estrelas no Ecoville?