Em Teresina, Parnahyba 1×1 Coritiba.

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Os coxas seguem na Copa do Brasil. Com o tempo esgotado, a última bola saída da cabeça do lateral William Matheus foi o que salvou. Mais forte do que o consolo (não há alegria possível) de não ser humilhado por um time da beira do cais, que jogou longe do seu campo e da sua torcida, é a verdade que precisa ser enfrentada.

É possível afirmar (e não é coisa de atleticano), que a derrota, talvez, fizesse bem ao Coritiba. É verdade que a exclusão da Copa do Brasil iria lhe custar uma perda de 600 mil reais, que não passariam de 30 moedas, diante da perspectiva de desgraça de um futuro imediato. Às vezes, o fracasso que humilha, acaba ganhando um sentido finalístico positivo. Como na vida, no futebol obriga a buscar soluções que podem ser traumáticas, mas que são as únicas com a capacidade de devolver uma vida normal.

Os coxas que não desprezem essa verdade: a falta de time e de técnico não é o mais grave. É apenas uma das consequências da aventura, que o clube com a sua política selvagem, resolveu correr ao eleger um grupo de jovens apaixonados e curiosos.

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Mandar o técnico embora e submeter ao capricho de um mercado prostituído pela maioria de agentes de jogadores, é covardia. Coragem seria esses jovens dirigentes terem consciência própria de que nesse momento o Coritiba não pode correr aventuras. Os atos que devem praticar exigem espírito, inclusive, de renúncia.

Conflitos

Se o Paraná não ganhar do Prudentópolis nesta rodada, o técnico Wagner Lopes começará a correr o risco de demissão. A pressão sobre o presidente e interventor judicial Leonardo de Oliveira não é pequena.

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Neste momento, uma mudança imposta pela pressão pode alcançar o treinador, mas na sequência será inevitável alcançar o gerente Rodrigo Pastana, que já fez o clube contratar 18 jogadores. Nenhum clube no futebol brasileiro contratou tantos jogadores como o Tricolor, sem receber a única contraprestação que o torcedor merece, que é a vitória.

E a situação de Leonardo começa a ficar desagradável. Não como presidente, mas, como interventor da Justiça do Trabalho para fiscalizar atos do clube.