Esperanças medíocres

Cada qual com seu igual, dizem os romanos. Criar oportunidades e esperar que Guerrón decida um jogo que elimina ou classifica é querer demais. Por isso, o Atlético foi superior taticamente ao Vasco no jogo de São Januário, e por ser mais prático, criou as melhores chances. As duas que decidiriam, Guerrón jogou fora, como havia perdido a bola do jogo na Baixada. Atlético 1 x 1 Vasco.

A eliminação da Copa do Brasil foi apenas o corolário dos erros de Zimermann, Adur e Bolicenho no comando do futebol do Furacão, acobertados pela omissão do presidente Malucelli.

Para empatar os dois jogos com o Vasco, o Atlético precisou ir à exaustão no geral, e em alguns momentos como no segundo tempo de ontem, ir além do seu limite. O que não é bom, pois o Vasco sequer é razoável.

A frustração do torcedor atleticano torna-se objetiva em razão de que a desclassificação teve como causa imediata e única o gerenciamento irresponsável do futebol do clube. E não precisava nada de especial para seguir em frente, mas apenas o respeito pela torcida, o que faltou pela pratica do abuso de especular com “esperanças medíocres”.

A prova material desses atos temerários e inconsequentes foi dada na véspera do jogo, quando trazido por Zimermann e Adur, do Japão, Lucas solicitou a sua aposentadoria. Há prova de irresponsabilidade maior de comando, quando o centroavante contratado como solução pede para ir para casa, alegando que lhe bateu uma velhice indolente e preguiça como atleta?

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