Na Baixada, o Atlético jogou contra o Vitória pelo Brasileiro. Não perguntem se jogou bem, mas só perguntem se ganhou. É que para um time que está entre os últimos, que submete um treinador interino, Tiago Nunes, a obrigação de sanear em quinze dias, os vícios mortais acumulados durante seis meses pela dupla Diniz-Petraglia, e que usa Marcelo Cirino como a última esperança de gols, o que importa é a vitória. Ganhou e com sobras: 4×0. Pode se associar a goleada à fraqueza dos baianos. A goleada, talvez, sim. Mas a vitória, não. E, no futebol atual não se ganha de 4 a 0 só em razão dos defeitos do adversário.

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A importância da vitória como único fator não impede de encontrar grandes virtudes de ordem tática nesse time de Tiago Nunes. O mostra a sua capacidade de convencer o time, de que há perigosos limites em razão da falta de qualidade e eles precisam ser respeitados. E a partir dessa consciência, obedecer a um esquema simples, sem fantasias, às vezes até com retração. E, fazer da procura do gol, a consequência natural do equilíbrio entre o meio e a defesa.

É assim que se explicam os 3 gols marcados por Cirino, Marcinho e Wellington, no 1º tempo, quando o jogo foi resolvido, e o quarto, de Pablo na etapa final. A jogada de cada um, foi de bola ganhada atrás, com o time saindo em velocidade pelos lados.

Para em um dado momento afastar-se da zona de queda, o Atlético precisa ganhar fora. Só vencendo na Baixada, contra adversários diretos, vai lutar até o fim. E pode não bastar.

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Regular

Eu vejo um jogo do Coritiba e os analistas olham outro. Por exemplo: no empate sem gols com a Ponte Preta, sábado no Couto Pereira, apontam um “jogo ruim” do time de Baptista. Desculpe, talvez, eu esteja errado. Afirmo que o Coxa não jogou nem mais e nem menos do que jogou até aqui na Segundona, por um simples fato: é o seu limite. E, talvez, eu não esteja muito equivocado, pois um time que é dependente do goleiro, esse limite já não é mais questão de opinião, mas de fato indiscutível.

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Irrelevante

O Paraná voltou a perder, agora, para o Palmeiras, por 3×0. Desta vez, ao contrário do jogo com o Galo, sequer resistiu. Uma derrota que não piora a sua situação. Presumo que nas contas dos tricolores estava uma derrota para o Palmeiras.