Uma pesquisa do Datafolha concluiu que 65% do povo brasileiro confiam mais em Felipão. Todos os jogadores, inclusive Neymar, não provocam a mesma confiança.

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O significado dessa submissão dos jogadores ao técnico perante a torcida é preocupante. Por um giro conceitual, pode significar crise de confiança na seleção brasileira.

Por mais importância que se dê ao técnico, seu campo de atuação é limitado. Mais, ainda, em uma Copa do Mundo nos dias de hoje, quando a presença dos grandes jogadores está pulverizada por várias seleções.

O histórico de nossas conquistas não conta que nenhum técnico tenha tido mais influência do que os jogadores. Ao contrário, criaram lendas. Como Vicente Feola, em 1958, que teria tirado sonecas enquanto Didi, Garrincha e Pelé derrotavam o mundo. Ou como Zagallo, em 1970, que não teria precisado dar uma única ordem na final com goleada (4×1) contra a Itália. O mesmo Felipão precisou muito mais motivar do que ensinar em 2002, porque tinha Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo “Fenômeno”, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Os técnicos que, em um dado momento, revolucionaram o futebol mundial, criando times imortais, perderam: Gusztáv Sebes, com a Hungria em 1954, Rinus Michels, com a Holanda em 1974, e Telê Santana, com o Brasil em 1982.

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Por que o brasileiro joga tudo em Felipão?

É porque entende de futebol. É consciente que a decadência interna do futebol brasileiro privou-nos da geração em massa de grandes jogadores. A prova está no isolamento de Neymar, que é o único craque revelado nos últimos 5 anos. A regra são os jogadores limitados às funções táticas. Hulk, Luiz Gustavo, Daniel Alves, Ramires, Oscar, William são bons jogadores em um conjunto. Isoladamente se tornam comuns. Essa crise de talento é que gera a crise de confiança e dá a Felipão a responsabilidade maior de ganhar a Copa do Mundo.

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